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França aprova lei que proíbe anúncios ligados a combustíveis fósseis

Iniciativa é pioneira na Europa. Em Amsterdã, na Holanda, projeto semelhante baniu publicidade de várias indústrias, como carros e companhias aéreas

A França se tornou esta semana o primeiro país europeu com uma lei dedicada a proibir anúncios publicitários relacionados a combustíveis fósseis, atingindo petrolíferas, empresas de energia e mineração. A legislação atende ao apelo de entidades ambientais e climáticas no pais, e estabelece multas que vão de 20 mil euros a 100 mil euros, podendo dobrar de valor em caso de reincidência, informa o portal Euronews Green.


Apesar do gesto político do governo francês, a lei ainda gera discórdia, com alegações de que ainda será possível na França uma marca ligada aos fósseis patrocinar eventos, por exemplo. Por outro lado, representantes do varejo reclamam que não poderão mais usar propagandas para avisar consumidores sobre baixas no preço do combustível, que impacta preços nos supermercados.


Os anúncios de gás natural ainda são permitidos, mas novas regras devem ser introduzidas em junho do próximo ano pelo parlamento francês.


Apesar da França sair na dianteira na Europa, colocando em vigor uma lei nacional contra publicidade para combustíveis fósseis, a cidade de Amsterdã já havia colocado em prática iniciativa semelhante e mais dura, inclusive, contra as indústrias ligadas à emissão de carbono.


Na capital holandesa, automóveis, companhias aéreas e toda e qualquer atividade que tenha como subproduto a produção de gases estufa não pode ocupar anúncios em áreas públicas da cidade, como estações de metrô e outdoors.


Femke Sleegers, coordenadora do grupo ativista Reclame Fossielvrij (Publicidade “fóssil free”, em tradução livre), disse ao Euronews que isso aconteceu “em um momento crucial na luta contra as mudanças climáticas. Anúncios que retratam os combustíveis fósseis como normais pioram a disrupção climática e não têm lugar em uma cidade – ou país – que ~se comprometeu [no Acordo de Paris].”


A cidade de Sydney, na Austrália, avalia seguir o exemplo de Amsterdã. O vice-prefeito Jess Scully já inclusive comparou os efeitos dos combustíveis fósseis ao fumo para a saúde dos cidadãos.




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