Respeito à memória do esporte

Stock Car resgata sua história e mira no futuro

Ingo Hoffman, Chico Serra e Paulo Gomes (de macacão) recebem troféus de reconhecimento de Giovani Guerra (CBA), Paulo Henrique Costa (BRB) e Lincoln Oliveira. Foto: Magnus Torquato


Muito se fala que o Brasil é um País sem memória, principalmente esportiva. Ídolos relegados ao ostracismo e falta de registro são duas características, infelizmente, verdadeiras no esporte brasileiro. Pensando nisso, a Vicar, promotora da Stock Car, vem fazendo diversas ações que prometem reverter essa tendência.


Não é toda categoria de automobilismo, no mundo, que pode se orgulhar de ter disputado 43 temporadas, sem interrupção. Além da reedição do Guia BRB da Stock Car, que traz, detalhadamente, as fichas de todas as corridas disputadas pela categoria, bem como as de todos os pilotos que já passaram por ela até a última etapa de 2021, a Vicar vem empreendendo diversas ações que valorizam a história destes 43 anos.


Umas dessas ações foi, diante de um autódromo de Interlagos lotado, promover uma “corrida” entre três lendas da categoria: Ingo Hoffmann, 12 vezes campeão; Paulo Gomes, tetracampeão; e Chico Serra, tricampeão. E o que chama a atenção é como isso começou. A reunião de três dos nomes mais vitoriosos e históricos do automobilismo brasileiro, para a Corrida de Lendas da Stock Car, começou graças a uma brincadeira, em um grupo de WhatsApp entre pilotos, que acabou virando um belo projeto, capitaneado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Depois de “discutirem” quem era o rei das pistas em sua época, Hoffmann, Gomes e Serra aceitaram o desafio. proposto por Paulo Figueiredo, presidente da Comissão Nacional de Veículos Históricos da CBA: o trio disputaria um tira-teima.


O que, no início, era apenas uma brincadeira entre amigos acabou virando uma exibição dos três grandes nomes que, juntos, somam 19 títulos, na principal categoria da América do Sul. “Nós temos um grupo ‘das antigas’, em que surgiu uma brincadeira entre o Chico, o Ingo e o Paulão. Aí, desafiei os três para uma disputa de verdade”, diz Figueiredo. “Luto muito para que as pessoas valorizem e conheçam o legado do automobilismo, no Brasil”, acrescenta.


Além da minicorrida, que de exibição teve pouco, pois os três a disputaram para valer, no domingo (31 de julho), em Interlagos, palco da sétima etapa, outros dois gigantes do automobilismo nacional foram exaltados. A bandeirada de largada dessa prova especial foi dada por Reinaldo Campello, que disputou 69 provas e foi um dos criadores da categoria. Já a quadriculada, de chegada, ficou a cargo de Wilsinho Fittipaldi, o precursor da equipe Fittipaldi na Fórmula 1, que soma 50 corridas de Stock Car.


Lembrança exclusiva e numerada

O fã também é peça fundamental nos planos da Vicar, e pode fazer parte da história. O Hall of Fame é a primeira coleção de NFTs da Stock Car, celebrando todos os carros campeões da categoria, desde 1979 até os dias de hoje.


O Opala campeão de 1979, de Paulo Gomes; o Opala Hidroplás, de Zeca Giaffone, que venceu em 1987; o Omega vencedor de 1996, de Ingo Hoffmann; o Vectra, com estrutura tubular, que levou Chico Serra ao pódio na estreia, em 2000; o Chevrolet Astra, de Giuliano Losacco, que venceu em 2005; o Mitsubishi Lancer, que estreou, em 2006, com o título de Cacá Bueno. Todos os carros campeões estão nessa obra exclusiva de Ararê Novaes, que pintou cada um deles com a técnica realista, especialmente para a peça.


Um colecionável exclusivo, em edição limitada, que também dará acesso a benefícios e experiências no mundo real. Como se percebe, aquela história de falta de memória passa longe da Stock Car Pro Series, que cuida bem de seu passado e de seus ídolos, mas com olhar no futuro.


Um colecionável físico e digital

Arte, esporte, história, tecnologia, vivências. Automobilismo puro. Além do pôster impresso e em NFT, alguns proprietários de Hall of Fame podem se tornar membros exclusivos do Stock Club, um clube VIP seleto, que dá acesso a experiências únicas aos colecionadores.


Fernando Julianelli (Vicar) apresenta o NFT Hall of Fame da Stock Car. Foto: Magnus Torquato





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